quinta-feira, 13 de outubro de 2011

INSTITUTO DE PERMACULTURA E ECOVILAS DA MATA ATLÂNTICA – IPEMA

É uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, com sede no município de Ubatuba, Estado de São Paulo. A missão do IPEMA é fomentar e difundir a permacultura para a criação de assentamentos humanos sustentáveis.

O IPEMA vem atuando desde 1999 na conscientização e a capacitação de pessoas para área da permacultura, ecovilas e atividades correlatas. Os cursos são realizados como forma de estimular a discussão e o debate na busca de soluções criativas, originais e apropriadas aos problemas sociais, econômicos, ambientais e de políticas públicas.

Por meio da permacultura o IPEMA promove em suas ações a ética da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais, encorajando a experiência, a compreensão e o conhecimento de caminhos para se viver em harmonia com todos e com a Terra.

A Permacultura




Poderiamos definir Permacultura, literalmente, como CULTURA PERMANENTE. Esse conceito foi desenvolvido nos anos 70 por dois australianos: David Holmgren e Bill Mollison, e foi resultado da criação e desenvolvimento de pequenos sistemas produtivos organicamente integrados (a casa, o entorno, as pessoas...) proporcionando responder as necessidades básicas de uma maneira harmoniosa.

Ela se caracteriza por projetos que faz a utilização de métodos ecologicamente saudáveis e economicamente viáveis, que respondam as necessidades básicas sem explorar ou poluir o meio ambiente, que se tornem auto-suficientes a longo prazo.

Entente-se que tanto o habitante quanto a sua morada e também o meio ambiente em que estão inseridos fazem parte de um mesmo e único organismo vivo.


A Permacultura trata as plantas, animais, construções, infra-estruturas (água, energia, comunicações) não apenas como elementos isolados, mas como sendo todos parte de um grande sistema intrinsecamente relacionado.

Para isso, faz-se necessário a observação e a combinação de vários aspectos: os ecossistemas, a sabedoria ancestral e também o conhecimento científico, aproveitando as qualidades inerentes das plantas e animais, combinando suas características naturais com os elementos que compõem a paisagem, e mais a infra-estrutura existentes, para que se possa produzir assim um sistema que suporte o desenvolvimento da vida, tanto na cidade quanto no campo, utilizando-se o mínimo de recursos possíveis.

A Permacultura aproveita todos os recursos disponíveis, e faz uso da maior quantidade de funções possíveis de se aproveitar de cada elemento presente na composição natural do espaço. Mesmo os excedentes e dejetos produzidos por plantas, animais e atividades humanas são utilizados para beneficiar outras partes do sistema.
As plantações são organizadas de modo que se aproveite da melhor maneira possível toda a água e a luz disponíveis. Elas são arranjadas num padrão circular em forma de mandalas, com acesso facilitado por todos os lados. Os pomares são cobertos de leguminosas imitando o ambiente das florestas. Os galinheiros são rotativos, para que as galinhas sejam deslocadas para outro ponto após terem estercado a terra, que será usada para outro fim, enquanto que as galinhas preparam e adubam uma nova área..

O princípio básico da Permacultura é: trabalhar "com" e "a favor de", e não "contra a natureza".
Os sistemas Permaculturais são desenvolvidos para durar tanto quanto seja possível, com o mínimo de intervenção. Os sistemas são tipicamente energisados com a luz do sol, os ventos, e/ou as águas, produzindo energia suficiente para suas próprias necessidades.

Procura-se aproveitar também toda a flora local, associando árvores, ervas, arbustos e plantas rasteiras...que se alimentam e se protegem mutuamente. A água da chuva também é aproveitada através da instalação de captadores, que faz com que a água seja armazenada e utilizada para diversos fins, como a descarga do vaso sanitário, por exemplo.

E esses são apenas alguns exemplos das muitas possibilidades trabalhadas na Permacultura. Conheça aqui as nossas experiências na utilização dessas técnicas.

http://www.ipemabrasil.org.br/default.htm


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Conferência de Copenhague (COP-15)


A 15.ª Conferência das Partes acontece entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, em Copenhagen, Capital da Dinamarca. O encontro é considerado o mais importante da história recente dos acordos multilaterais ambientais pois tem por objetivo estabelecer o tratado que substituirá o Protocolo de Quioto, vigente de 2008 a 2012.
Uma atmosfera de expectativa envolve a COP-15, não só por sua importância, mas pelo contexto da discussão mundial sobre as mudanças climáticas. Aparecem aí questões como:. o impasse entre países desenvolvidos e em desenvolvimento para se estabelecer metas de redução de emissões e as bases para um esforço global de mitigação e adaptação; . os oito anos do governo Bush, que se recusou a participar das discussões e do esforço de combate á mudança do clima; . a chegada de Barack Obama ao poder nos EUA, prometendo uma nova postura; . os recentes estudos científicos, muitos deles respaldados pelo IPCC, e econômicos, com destaque para o Relatório Stern.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CUIDAR DA ÁGUA É DEVER DE TODOS

Declaração Universal dos Direitos da Água



Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.
Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Reciclagem de óleo de cozinha usado. Uma ação que minimiza os impactos ao meio ambiente.

Quando se pensa em reciclagem e descarte de lixo, especialmente o doméstico, dificilmente alguém se preocupa com o óleo de cozinha usado, componente fundamental no preparo de alimentos. O descarte inadequado desse óleo tem graves implicações ao meio ambiente.





IMPACTOS AMBIENTAIS:
Se for jogado pelo ralo da pia, seguirá para as redes de esgoto, que são despejadas, em sua maioria, em rios e mares. Assim, uma película é formada sobre a água, impedindo a passagem de oxigênio e, conseqüentemente, comprometendo a vida aquática.
O óleo possui uma consistência viscosa que entope o encanamento, causando enchentes e alagamentos, além de poluir o solo e a água. De acordo com o representante do Instituto Triângulo, Felipe Rifa, "contribui com a proliferação de vetores, como ratos e baratas".

O descarte inadequado desse óleo também dificulta o processo de tratamento das águas de abastecimento.
Não descarte o óleo usado em lugares inadequados, armazene em garrafas PET e encaminhe à locais que reciclem esse óleo. Ou faça você mesmo a reciclagem, fazendo sabão caseiro e aumentando sua renda.

Existem inúmeras receitas de como fazer sabão caseiro.

RECEITA COM ÓLEO DE COZINHA USADO:

INGREDIENTES:

•4 L de óleo de cozinha usado
•2 L de água;
•1/2 copo de sabão em pó;
•1 Kg de soda cáustica (NaOH);
•10 mL de essência aromatizante (facultativo).

INSTRUÇÕES: Dissolver o sabão em pó em 1/2 L de água quente. Dissolver a soda cáustica em 1 e ½ L de água quente. Adicionar lentamente as duas soluções ao óleo. Mexer por 20 minutos. Adicionar a essência aromatizante. Despejar em formas. Desenformar no dia seguinte.


SIMPLES AÇÕES FAZEM A DIFERENÇA.

Pilhas e Baterias - Impactos ao Meio Ambiente

As pilhas e baterias, quando descartadas no meio ambiente, liberam componentes tóxicos que contaminam o solo, os cursos d'água e os lençóis freáticos. Cujos resíduos representam um risco ao meio ambiente e à saúde publica. Os componentes tóxicos encontrados nas pilhas são: cádmio, chumbo e mercúrio. Todos afetam o sistema nervoso central, o fígado, os rins e os pulmões, pois eles são bioacumulativos. O cádmio é cancerígeno, o chumbo pode provocar anemia, debilidade e paralisia parcial, e o mercúrio pode também ocasionar mutações genéticas.



Riscos ao meio ambiente e à saúde
Na natureza, uma pilha pode levar séculos para se decompor. Os metais pesados, porém, nunca se degradam. Em contato com a umidade, água, calor ou outras substâncias químicas, os componentes tóxicos vazam e contaminam tudo por onde passam: solo, água, plantas e animais. Com as chuvas, penetram no solo e chegam às águas subterrâneas, atingindo córregos e riachos. Esta água contaminada chega à cadeia alimentar humana por meio da irrigação agrícola ou do consumo direto. Os metais pesados possuem alto poder de disseminação e uma capacidade surpreendente de acumular-se no corpo humano e em todos os organismos vivos, que são incapazes de metabolizá-los ou eliminá-los. Por isso, são tão perigosos para a nossa saúde.

Considerando os impactos negativos causados ao meio ambiente pelo descarte inadequado das pilhas e baterias usadas e a necessidade de disciplinar o descarte e o gerenciamento ambientalmente adequado (coleta, reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final) de pilhas e baterias usadas, a Resolução n° 257/99 do CONAMA resolve em seu artigo primeiro:

"As pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, necessário ao funcionamento de quaisquer tipos de aparelhos, veículos ou sistemas, móveis ou fixos, bem como os produtos eletroeletrônicos que os contenham integrados em sua estrutura de forma não substituível, após seu esgotamento energético, serão entregues pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas respectivas indústrias, para repasse aos fabricantes ou importadores, para que estes adotem diretamente, ou por meio de terceiros, os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequado".

Para saber mais acesse:

domingo, 6 de setembro de 2009

O papel dos meios de comunicação para a conscientização ambiental


A intensidade da cobertura dos meios de comunicação sobre as degradações ambientais causados de forma antrópica, teve um aumento considerável nesses últimos anos. Relatos impactantes como do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) teve grande importância para o aumento da preocupação com o futuro do Planeta. Grande parte da população mundial já tem conhecimento de que nosso histórico de desenvolvimento não sustentável e a qualquer preço gerou (e continua gerando) graves consequências para o meio ambiente, entre elas, as mudanças climáticas, que já se pode sentir seus efeitos em todas as regiões do mundo, tornando-se assim um problema global. Uma vez que a informação está cada vez mais acessível, o próximo passo agora é tirar as pessoas de sua zona de conforto e fazer com que cada uma entenda que uma pequena atitude modificada em seu cotidiano gera resultados positivos e significativos para a sustentabilidade do mundo. Conhecer o meio ambiente, entender como ele funciona e quais as consequências que o modo de vida que escolhemos causa, é o começo para a mudança. Hábitos e escolhas devem ser mudados e por mais difíceis que essas mudanças parecem ser, são delas que a sobrevivência e a saúde do planeta dependem. A disseminação de informações ligadas às questões ambientais se tornou essencial para a conscientização das pessoas, as degradações que a natureza está sofrendo deve ser divulgada para que todos saibam o que está acontecendo com o nosso planeta. Para que possamos preservar o meio ambiente precisamos conhece-lo, e para isso as informações devem ser disseminadas através de todos os meios de comunicação.
A era do egoísmo acabou todos nós temos um compromisso com a conservação da natureza e da nossa própria qualidade de vida. Em casa o cidadão tem que economizar água, consumir menos para gerar menos lixo, praticar a coleta seletiva, educar seus filhos, amigos e vizinhos para uma vida mais sustentável. Parlamentares e governantes precisam conhecer e fazer cumprir as leis ambientais, bem como entender as novas necessidades deste mundo em grande transformação. Empresários devem investir em tecnologias limpas e ações conservacionistas dentro de sua instituição e nas comunidades locais, através de programas sócio-ambientais. Quem tem floresta ou água correndo em suas propriedades, necessita lembrar que tem em suas mãos a garantia do futuro da humanidade.
A preservação ambiental depende de todos, e a vida de todas as espécies depende disso.



Márjorie Thihamer
Técnica Ambiental e Ambientalista

Bem vindos ao blog BICHO GRILLO - MUNDO NATURAL

Em breve notícias e informações sobre meio ambiente, ecologia, educação ambiental e sustentabilidade.

O objetivo do Bicho Grillo é disseminar informações para um ambiente mais sustentável e um Planeta mais equilibrado.






Muita paz, amor e energia positiva para todos...